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Reabertura da Pedreira Paulo Leminski só depende da Justiça
Filipi Oliveira - 26/08/2009
A reabertura da Pedreira Paulo Leminski só depende da Justiça. Acabou o impasse que existia entre os moradores da região e produtores culturais. Com a Pedreira Paulo Leminski interditada há um ano e meio, Curitiba deixou de ser palco de grandes eventos, como o da banda inglesa Oasis e o tradicional Curitiba Country Festival. Ambos foram levados a Pinhais, na região metropolitana. Se continuar assim, Curitiba ainda pode perder Metallica, Guns’n Roses, AC/DC e Coldplay, por exemplo. Essas bandas já confirmaram turnê no Brasil, mas nenhuma no Paraná. Para se chegar a um acordo, foram feitas reuniões entre a Associação dos Moradores e Amigos do Abranches e produtores de shows. O consenso é de que os eventos realizados na Pedreira durante a semana terminem até às 23h. Os que forem realizados nas sextas, sábados ou em vésperas de feriado podem ir até um pouco mais tarde, a uma hora da madrugada. Além disso, toda produção deverá deixar um cheque-caução no valor de R$ 50 mil, justamente para evitar que os shows invadam a madrugada e incomodem os vizinhos da região. Segundo o diretor jurídico da Associação, João Carlos Flor, os moradores querem que os abusos sejam coibidos. Além de trabalhar para a Associação, o advogado também é morador do entorno da Pedreira, mas negou que esteja advogando em causa própria. As condições impostas pelos moradores foram aceitas pelos produtores culturais da cidade. Patrick Cornelsen, da Planeta Brasil, participou das reuniões. Ele disse que concorda com as condições impostas pelos moradores do Abranches. Outro produtor que participou das reuniões é Mac Solek, da Prime Promoções. Ele disse que as exigências podem ser adequadas a shows nacionais e internacionais. Mac lembrou ainda que, para se chegar ao ideal, sem onerar ainda mais os custos da produção, a Pedreira Paulo Leminski precisa de investimentos em infraestrutura, principalmente em duas questões. A fixação de qualquer estrutura na cobertura do palco já existente da Pedreira foi vetada pela Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis da Prefeitura de Curitiba. Para melhorar as condições estruturais da Pedreira, a Fundação Cultural de Curitiba prevê um investimento de mais de R$ 2,5 milhões. Segundo o presidente da Fundação, Paulino Viapianna, os recursos utilizados serão públicos. Sanados todos os impasses e previstas melhorias diante de todas as reclamações, Paulino Viapianna diz que a reabertura da Pedreira só depende de uma audiência pública. Todas essas reuniões foram marcadas por iniciativa do vereador Jonny Stica (PT). Ele começou a campanha por meio de uma página na internet, www.apedreiraenossa.com.br. Nesse site, existe um abaixo-assinado, que em um mês já coletou quase 12 mil assinaturas em prol da reabertura da Pedreira Paulo Leminski. Jonny Stica diz que mobilizou todas as partes envolvidas e mediou os encontros para agilizar o processo. A Pedreira Paulo Leminski está parcialmente interditada desde o ano passado. A Justiça acatou um pedido liminar do Ministério Público, que impetrou uma ação civil pública por perturbação do sossego. O caso foi ao Ministério Público depois que a Associação dos Moradores e Amigos do Abranches protocolou, em março do ano passado, um pedido de informações, requerendo providências com relação ao horário dos shows. Atualmente, para um evento ser realizado na Pedreira depende de uma autorização judicial. O crivo é do juiz Douglas Marcel Perez, na 4ª Vara da Fazenda Pública. A Justiça nomeou um perito, que tem 120 dias para avaliar todas as condições de infraestrutura e de meio ambiente referentes à Pedreira Paulo Leminski. |