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16/01/08 Em Mandirituba, na RMC, um casal foge totalmente às estatísticas de natalidade: José e Ana têm 18 filhos
Marcos Tosi - 16/01/2008
Eles moram em Espigão das Antas, uma pequena comunidade rural em Mandirituba, a 60 km de Curitiba. Pai, mãe e filhos totalizam 20 pessoas. Dos 18 filhos, doze ainda moram com os pais, os agricultores José Adir de Oliveira, de 49 anos, e Ana Idacir de Lima Oliveira, de 40 anos. Todos se acomodam em 5 camas, o que dá uma média de quase três por cama. O sustento é retirado de um pequeno lote, de menos de um hectare, onde a família Oliveira planta feijão, milho, cebola e verduras. Também trabalham na lavoura dos outros e ainda recebem um auxílio do programa Bolsa-Família, de 112 reais por mês. Há cinco anos, Ana Idacir diz que chegaram a passar fome, quando uma das filhas foi hospitalizada e precisou de cuidados especiais. Os meninos ajudam na lavoura assim que têm força para lidar na enxada. Com 11 anos, Renato segue a rotina de trabalhar na lavoura com os pais, pela manhã, e ir para a escola à tarde. A mãe diz que é melhor assim, trabalhar desde cedo. Dona Idacir diz que dedica o mesmo amor e atenção a todos os 18 filhos. E até não dorme de preocupação quando não sabe onde está um deles. Na história desta família de pai, mãe e 18 filhos, a nota triste, além das dificuldades de sobrevivência, foi o destino da terceira filha. Dona Idacir conta que Priscila foi doada a um casal de Mandirituba logo depois de nascer. O irmão mais velho teve queimaduras graves ao brincar no forno à lenha. Para ter mais tempo de ficar com ele no hospital, a mãe decidiu dar a filha. Hoje a mãe sabe apenas que Priscila, com 23 anos, mora em Porto Amazonas. Nunca mais viu a filha, mas tem a esperança de um dia reunir toda a família. Família que está completa porque, depois do 18º filho, Alceu, hoje com um ano e três meses, o marido finalmente aceitou que a mulher fizesse laqueadura. |